Bebidas açucaradas: Nutricionistas querem indústria como aliada 

A Ordem dos Nutricionistas defende que o dinheiro do imposto deve servir para promover hábitos saudáveis. A CIP admite que a medida pode não avançar no modelo que tem sido falado.

Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, não tem dúvidas em declarar-se a favor da iniciativa do governo, de criar um imposto para os refrigerantes, bebidas não alcoólicas, mas com açúcar.

O valor ainda não está definido, mas o mais certo é que seja cobrado diretamente ao consumidor.

Está provado que o açúcar faz mal, diz Alexandra Bento

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Os nutricionistas aplaudem a ideia, tendo em conta que o açúcar faz mal à saúde. Alexandra Bento fala numa "evidência relativamente robusta" sobre o efeito dos refrigerantes na saúde; e aponta, nomeadamente, um "desenvolvimento vertiginoso da diabetes".

Alexandra Bento lembra também que "não é só Portugal que está a equacionar essa medida". E considera mesmo que o ideal seria pensar numa forma de reduzir, ou até acabar, com o açúcar nos alimentos. Mas, para isso, é necessário ter o acordo da indústria.

A bastonária dos nutricionistas quer a indústria como "aliada"

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"A indústria terá que ser um aliado (...), reformulando as suas fórmulas. Tem de haver um grande incentivo à reformulação de produtos".

Isto porque, diz a bastonária, os "refrigerantes não promovem a saúde" e "tem que haver alternativas de alimentação".

O imposto deve servir para promover a saúde, defende Alex. Bento

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A bastonária dos nutricionistas aplaude também o anúncio do governo de que o dinheiro do imposto reverta para causas públicas relacionadas com a promoção da vida saudável.

CIP: esperar para ver

A CIP duvida que o imposto avance no modelo que tem sido falado

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Para a Confederação da Indústria Portuguesa, os problemas da obesidade não se resolvem com impostos. o vice-presidente Jorge Henrique entende que é preciso apostar em mudanças de estilos de vida, incentivando o exercício físico e combatendo o sedentarismo.

Sobre o anunciado imposto, a CIP entende que é prematuro falar numa medida que não é certo que avance nos termos definidos pelo governo. Jorge Henrique diz que faltam estudos e diálogo.

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