Governo prepara-se para ajuste direto no Hospital São João

Em causa está a construção com caráter de urgência da ala pediátrica.

A garantia é do deputado do PS Fernando Jesus: "O que posso garantir é que o governo e o ministério da Saúde está empenhado em arranjar uma solução para sairmos deste impasse". Uma solução que "naturalmente" dispense o concurso público para que a obra possa ser feita através de ajuste direto.

É algo que vai ao encontro do apelo feito pela associação de pais das crianças com doença oncológica. "O governo pode fazê-lo como fez para os helicópteros para o combate aos incêndios", diz Jorge Pires.

Há cerca de três semanas, o PS chumbou, no entanto, uma proposta do PSD nesse sentido. "Por acaso defendia que fosse adotada uma solução de ajuste direto", admite o deputado socialista. Mas foi chumbada "pelos argumentos do próprio PSD, que acusava o governo de nada fazer, de empurrar os problemas com a barriga, o que não é inteiramente verdade". Ou seja, a proposta ficou pelo caminho não pelo conteúdo, "mas pela forma como estava redigida"

Para continuar a fazer pressão, Jorge Pires, da Associação Pediátrica Oncológica vai reunir-se esta quarta-feira com presidente da Câmara do Porto. "Não nos compete a nós, pais, andar nestas guerras. Quando tive que fazer esta Associação foi para ter uma forma jurídica de ir à Assembleia da República. Esse não é o papel dos pais, o papel dos pais é tratar dos miúdos, mas como vimos tanta inércia dos políticos e da Câmara e de tanta gente, tivemos que fazer alguma coisa", desabafa.

Jorge Pires lembra que no ano passado, a atual ministra da Saúde assinou um protocolo enquanto presidente da Administração Central do Sistema de Saúde que diz que a obra deveria ficar concluída num prazo de três anos com um custo total de quase 24 milhões de euros.

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