"Ainda não estamos em epidemia" gripal. DGS pede sensatez no recurso às urgências

Graça Freitas garante que a atividade gripal é, para já, "pouco intensa".

A diretora geral da Saúde pede que a procura dos serviços de saúde seja mais racional e equilibrada. Na reação às notícias que retratam o aumento da afluência às urgências devido à gripe, Graça Freitas explica que embora os planos de contingência já tenham sido ativados, o país ainda não está em fase de epidemia.

"Temos de aguardar. Temos atividade gripal disseminada, pouco intensa, em todo o território. Ainda não estamos em epidemia. Depois de estarmos em epidemia é que podemos estimar quando vamos atingir o pico. Temos de ter muita cautela ao interpretar os dados da gripe, nada indica que já estejamos em epidemia. Se estivermos, estamos no início e não em pico", explicou em declarações à TSF.

Tendo em conta este cenário, Graça Freitas pede que os utentes sejam sensatos no momento de procurar os serviços de urgência.

"Este equilíbrio da pressão sobre os serviços depende dos fatores externos - frio, vírus respiratórios e vírus da gripe -, depende da forma como os serviços se organizam - estão a ativar e já ativaram os seus planos de contingência - e depende de como os cidadãos procuram os serviços. Aqui temos todos uma palavra a dizer nesta utilização mais racional, equilibrada e harmoniosa dos serviços", exortou a diretora geral da Saúde.

Neste sentido, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda à população que não recorra à urgência dos hospitais sem antes utilizar a linha SNS24 (808 24 24 24).

As temperaturas mínimas vão continuar a ser baixas nos próximos dias e, também por isso, a DGS alerta para a possibilidade de uma epidemia de gripe ao longo da próxima semana.

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