A Deco apelou aos consumidores para que não comprem hambúrgueres já picados nos talhos, onde encontrou bactérias nocivas e aditivos alergénicos usados para fingir que a carne é fresca.
Mais de 90% dos estabelecimentos não cumpre a lei, diz Nuno Lima Dias
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Num estudo publicado esta segunda-feira, a associação de defesa dos consumidores diz que identificou carne guardada a temperaturas demasiado altas, "milhões de bactérias por grama", entre as quais a 'salmonella' e outras de origem fecal, demasiada gordura e sulfitos usados ilegalmente como conservantes.
Nuno Lima Dias explica os problemas que o consumo desta carne pode trazer
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"Desaconselhamos de todo a compra de carne previamente picada e de hambúrgueres frescos já preparados nos talhos", disse o técnico Nuno Lima Dias, que defende que o governo deve proibir a venda deste formato.
As formas que o consumidor tem de se proteger
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Para o estudo, a Deco foi a 25 talhos de Lisboa e Porto e pediu hambúrgueres de carne de vaca que não contivesse cereais ou vegetais, para que estivesse livre de sulfitos, mas mesmo assim encontrou este tipo de conservantes de forma "escondida e ilegal" em 80% das amostras, por vezes em "quantidades enormes".
A ASAE não considera a situação uma emergência
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Pedro Portugal Gaspar, inspetor-geral da ASAE, diz que a autoridade visitou 610 estabelecimentos de carne em 2016 e que a percentagem de incumprimento foi de 11%. o inspetor garante não ter qualquer indicação de alarme, caso contrário, a ASAE já teria atuado.
Os dados da ASAE
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A ASAE não vê este caso como uma situação de emergência que implique a interdição do consumo de carne já picada. Para isso, justifica Pedro Portugal Gaspar, seriam precisos dados que sustentassem essa decisão.