Medicamentos

Farmácias recolheram 560 toneladas de resíduos de medicamentos até junho

Do total recolhido, 214,6 toneladas de resíduos foram recicladas, 322,9 toneladas incineradas e 1,7 toneladas são de embalagens de medicamentos veterinários.

A Valormed recolheu 560 toneladas de resíduos de medicamentos no primeiro semestre, mais 8% do que no mesmo período de 2017, estando perto da meta de 2020, de 20% dos produtos colocados no mercado, disse esta sexta-feira o seu responsável.

"Foram [recolhidas] 560 toneladas, este número é bom para nós e tudo leva a crer que, se o segundo semestre se comportar como o primeiro, vamos ultrapassar a quantidade de resíduos que recolhemos no ano 2017", avançou à agência Lusa o diretor-geral da entidade gestora dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso.

Nos primeiros seis meses, "o crescimento foi de cerca de 8% em relação a 2017", apoiado em campanhas de informação e sensibilização, nomeadamente nas escolas do primeiro ciclo, e "estamos satisfeitos com estes números ainda que estejamos muito longe do que seria ideal", referiu Luís Figueiredo.

Até 2020, quando termina a licença da Valormed, "o potencial de recolha é de 20%, estamos em crer que, também com a ação das farmácias e das nossas iniciativas de informação e sensibilização, conseguimos atingir essa meta", realçou o responsável.

Segundo Luís Figueiredo, estudos efetuados com base em valores médios apontam para que estejam a ser recolhidos "cerca de 19% dos medicamentos que foram colocados no mercado".

As 2.900 farmácias distribuídas pelo país são os pontos de retoma dos resíduos de medicamentos gerados a nível doméstico, ou seja, são os únicos locais onde os portugueses devem depositar os restos dos remédios que não usaram ou aqueles que já passaram o prazo de validade.

Além dos medicamentos para humanos, a Valormed também tem a tarefa de recolher os remédios utilizados na veterinária, que representam 30 toneladas. Não recolhe resíduos hospitalares.

"Da totalidade de resíduos que recebemos, cerca de 42% enviamos para reciclagem - papel, plástico, vidro e cartão -, e os 58% restantes são enviados para incineração segura, com valorização energética", especificou o diretor-geral da Valormed.

Do total recolhido, 214,6 toneladas de resíduos foram recicladas, 322,9 toneladas incineradas e 1,7 toneladas são de embalagens de medicamentos veterinários.

O medicamento não é um produto que se consuma no imediato, explicou Luís Figueiredo, e pode ficar em casa do consumidor até, pelo menos, ao final do prazo de validade, que varia, mas pode ir até cinco anos.

É difícil ter dados acerca da quantidade de medicamentos que não foram consumidos nem entregues nas farmácias, depois de o seu prazo terminar.

Além disso, lembrou, os utentes não separam os diversos materiais que compõem o medicamento, e só era possível ter uma ideia da quantidade de medicamento propriamente dito depositado se o fizessem.

"Para isso era preciso ter não um, mas vários contentores para o plástico, papel e vidro, e os restos de medicamentos", explicou.

O diretor-geral da Valormed apelou aos portugueses para que façam regularmente uma inspeção à sua farmácia doméstica e entreguem os medicamentos fora do prazo para, depois, a entidade lhes dar "o tratamento ambiental adequado", por uma questão de proteção da saúde pública e preservação do ambiente.

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