Governo propõe 40 milhões de euros para novo Hospital Central de Évora

O Governo vai propor a dotação de 40 milhões de euros para o arranque da construção do novo Hospital Central de Évora, no âmbito da reprogramação do programa Portugal 2020, prevista para este ano.

O anúncio foi feito hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, no início de uma reunião com o Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), em Évora. A reprogramação do Portugal 2020 "terá, pelo menos, um importante investimento" na região, que "é a dotação de 40 milhões de euros, é a nossa proposta, para o arranque do novo Hospital de Évora", afirmou.

A futura unidade hospitalar, segundo o primeiro-ministro, "é um equipamento fundamental para o conjunto da região" do Alentejo.

Quanto à reprogramação do Portugal 2020, o chefe do Governo adiantou que o processo "terá lugar este ano" e que se trata de "uma fase importante", salientando que "é necessário também uma participação ativa das estruturas das regiões".

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, considerou já positiva mas insuficiente a proposta do Governo para uma dotação de 40 milhões de euros para a construção do novo Hospital Central.

O lançamento do concurso para a construção do novo hospital chegou a estar previsto para o ano passado, após o Governo decidir o seu modelo de financiamento, segundo disse, em outubro de 2016, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, mas o procedimento não se concretizou.

Em abril de 2010, durante o segundo Governo de José Sócrates, foi assinado o contrato para a elaboração do projeto técnico do novo edifício entre a administração do hospital de Évora e o consórcio liderado pelo arquiteto Souto Moura.

Mas, em agosto de 2011, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou, em declarações à Lusa, que a construção do novo hospital ia ser reavaliada pelo Governo, tendo em conta "a realidade do país", voltando, em maio de 2015, a considerar avançar com o projeto, mas sem se comprometer com datas para o início da obra.

Quando foi lançada, em 2010, a nova unidade estava projetada para ter uma capacidade de 351 camas, extensível a 440, num investimento previsto na ordem dos 94 milhões de euros.

A área de influência de primeira linha do novo hospital abrangia 150 mil pessoas, dos 14 concelhos do distrito de Évora, enquanto numa segunda linha seriam servidas 440 mil pessoas dos restantes 33 concelhos do Alentejo (Portalegre, Beja e Alentejo Litoral).

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