greve dos enfermeiros

Ministra reúne-se com administrações de hospitais para remarcação de cirurgias

Marta Temido está preocupada com a greve dos enfermeiros que tem levado ao adiamento de várias cirurgias.

A ministra da Saúde reúne-se, esta sexta-feira, com as administrações dos hospitais onde decorre a greve dos enfermeiros, para garantir uma adequada remarcação das cirurgias que estão a ser adiadas.

Marta Temido afirmou, esta sexta-feira, aos jornalistas que tem trabalhado com os cinco hospitais onde decorre a greve em blocos operatórios para "garantir os direitos dos doentes", adiantando que, hoje ao final da tarde, vai reunir-se com as equipas dessas unidades de saúde.

"O que procuraremos fazer dentro desta circunstância, que é muito penosa sobretudo para os utentes, é encontrar soluções dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", afirmou a ministra aos jornalistas, à margem da apresentação de um estudo, em Lisboa.

Marta Temido considerou ainda que os hospitais devem divulgar as cirurgias que têm sido adiadas devido à greve, tal como já foi sugerido pela Ordem dos Médicos e pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, estruturas que indicam que há doentes graves e prioritários com cirurgias adiadas.

"Uma divulgação daquilo que é o prejuízo desta greve é um elemento absolutamente essencial para que os portugueses compreendam o que se esta a passar, que é uma greve extraordinariamente agressiva, precedida por uma proposta que respondia à maioria das reivindicações dos enfermeiros", declarou.

Segundo Marta Temido, o ministério tem estado a "articular com os hospitais afetados a remarcação das cirurgias que estão a ser adiadas", vincando que é também um período "absolutamente extraordinário e difícil para os hospitais".

A ministra afirma que pretende reprogramar as cirurgias "na medida do possível dentro do SNS", recorrendo a outros hospitais públicos, mas caso sejam excedidos os tempos máximos de respostas os doentes poderão ser encaminhados para os privados.

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