Infarmed autoriza utilização de canábis para sete indicações terapêuticas

Nenhuma empresa pediu qualquer autorização de colocação no mercado, apesar dos avanços.

O Infarmed autorizou a utilização de medicamentos à base de canábis medicinal para sete indicações terapêuticas: dor crónica provocada por doenças do foro oncológico; náuseas ou vómitos associados à quimio e radioterapia, tratamentos de HIV e medicação para tratar a hepatite C; epilepsias graves e tratamento de glaucomas resistentes à terapêutica; contrações musculares resultantes da esclerose múltipla ou lesões da espinal medula; uso nos cuidados paliativos para estimular o apetite de doentes sujeitos a tratamento de cancro ou SIDA.

A lista divulgada pelo jornal "Público" coincide, em boa parte, com o parecer da Ordem dos Médicos conhecido em dezembro de 2017 que apontava para a eficácia da canábis no tratamento de algumas doenças, mas também eram manifestadas algumas reservas.

A Ordem sublinhava que não existem evidências científicas dos benefícios do uso da canábis em doenças como o glaucoma e a epilepsia, duas das doenças consagradas na lista aprovada pelo Infarmed.

Os medicamentos à base de canábis só podem ser prescritos quando os tratamentos convencionais não produzirem os efeitos esperados ou provoquem reações adversas relevantes. Mas primeiro é preciso que estejam à venda e segundo o Infarmed conta ao Público, até agora, nenhuma empresa pediu qualquer autorização de colocação no mercado.

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