Médicos têm falta de tempo para falar com adolescentes

Estudo aponta limitações à informação que se transmite aos adolescentes quando estão doentes.

A falta de tempo é um dos principais problemas dos médicos que acompanham doentes adolescentes. Esta é uma das conclusões de um estudo acabado de publicar sobre a informação que os adolescentes recebem quando estão doentes ou internados.

A Convenção sobre os Direitos das Crianças e o Código Penal português preveem que os menores de 16 e 17 anos devem ser bem informados quando têm uma doença e aprovar (ou não) os tratamentos propostos pelos médicos.

A pediatra Maria do Céu Machado, que coordenou o estudo (professora da Faculdade de Medicina de Lisboa e também presidente do Infarmed), explica que os avanços a este nível têm sido grandes nas últimas décadas, mas ainda há limitações: os médicos até querem explicar, mas falta-lhes tempo.

O estudo também conclui que, por norma, os adolescentes e os pais desconhecem as normas legais sobre o chamado "consentimento informado", ou seja, o princípio de que estes (tal como os adultos) devem compreender e decidir sobre os tratamentos a que são sujeitos, percebendo vantagens e riscos, nomeadamente a partir dos 16 anos.

Razões que levam os autores do estudo a proporem programas de sensibilização pois os folhetos que atualmente existem nos serviços de saúde têm uma linguagem que nem é compreendida pelos adolescentes.

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