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Pico da gripe está a chegar e reforço da capacidade hospitalar "pode não ser suficiente"

A Direção-geral de Saúde admite que os hospitais podem não estar preparados para dar resposta a uma epidemia de gripe e pede que se evitem deslocações desnecessárias às urgências.

O pico da gripe está a chegar e o reforço dos recursos humanos e materiais "pode não ser suficiente", admite Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde reconhece que há cada mais pessoas a recorrer aos hospitais, muito devido ao frio que se tem sentido nos últimos dias. Ainda não estamos na fase epidémica, mas a situação já está a complicar-se nas unidades de saúde públicas.

"Há hospitais que estão com uma grande afluência - já ultrapassamos os cem mil episódios de urgência por semana", diz Graça Freitas à TSF.

Alguns casos podem ser tratados em casa, outros no centro de saúde. Em caso de dúvida, antes de se dirigirem para o hospital, os doentes devem ligar para o SNS 24 - 808 24 24 24.

O ideal é "não ir às urgências por motivos não necessários". As falsas urgências podem atrasar ou mesmo comprometer o socorro de casos verdadeiramente urgentes.

Além disso, "numa altura em que circulam tantos vírus há pessoas com outras doenças respiratórias, as urgências são um sítio de contágio", lembra Graça Freitas.

Se a curva da gripe vai ser muito abrupta, ou não tudo dependerá do vírus dominante. Graça Freitas fala em dois vírus que circulam em Portugal ou na Europa: o HN1 e o HN3, sendo que este último se caracteriza por "épocas gripais mais intensas e graves".

Os hospitais e centros de saúde de todo o país vão começar a ativar os seus planos de contingência devido ao frio, reforçando equipas e alargando os horários.

Na quarta e quinta-feira, pelo menos as urgências dos hospitais de Almada, Setúbal e Barreiro estiveram sobrelotadas e com elevada afluência.

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