SNS

PCP acusa PSD de fazer declaração de guerra ao Serviço Nacional de Saúde

O PCP notou que o coordenador do Conselho Estratégico Nacional do PSD para a Saúde, Luís Filipe Pereira, está ligado ao grupo Mello, detentor de uma rede de hospitais privados.

O PCP acusa o PSD de fazer uma autêntica declaração de guerra ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e de querer transformar o setor num grande negócio para os grupos privados.

Os sociais-democratas apresentaram, esta quinta-feira, as suas propostas para a Saúde, defendendo mais parcerias público-privadas para "salvar" o SNS.

Jorge Pires, representante do Comité Central Comunista, lembra que Luís Filipe Pereira, o coordenador do Conselho Estratégico Nacional do PSD para a área da Saúde, está ligado ao grupo Mello (dono das clínicas e hospitais privados CUF). Em declarações aos jornalistas, Jorge Pires alertou também para os perigos da proposta de alargar a gestão de hospitais por parcerias público-privadas.

"Partindo de uma tese não confirmada de uma mais eficiente e económica gestão privada, o PSD pretende que os grupos privados [...], que já recebem do Estado mais de 3 mil milhões de euros por ano, garantam ainda mais financiamento para os seus negócios na Saúde", criticou o representante do Comité Central do PCP. "Querem acumular mais riqueza e aspiram a gerir o que resta do investimento feito pelo Estado no Serviço Público".

Apesar de o PS ter já também vindo acusar o PSD de querer acabar com o Serviço Nacional de Saúde "de forma encapotada" , os comunistas consideram que tanto o PSD como o PS e o CDS-PP têm uma visão comum nesta matéria.

"Um Estado apenas regulador e financiador é o grande objetivo de PS, PSD e CDS", acusou Jorge Pires. O comunista defende que estes partidos pretendem "implementar em Portugal um sistema de Saúde a duas velocidades: um serviço público desvalorizado, com um conjunto de garantias mínimas para os que não podem pagar um seguro de saúde; e outro centrado nos seguros de saúde e na prestação privada".

Para o PCP, o Estado deve concentrar a sua aposta no serviço público de saúde e lamenta que o PS não tenha revertido até agora os negócios das parcerias público-privadas.

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