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Portugueses sem tempo para a dieta mediterrânica

Especialistas dizem que portugueses têm de estar mais tempo sentados na mesa onde comem.

É comprovadamente mais saudável e até património imaterial da humanidade segundo a UNESCO, mas os portugueses têm cada vez menos tempo para comer de acordo com a dieta mediterrânica.

O aviso é de três especialistas que estiveram envolvidos na candidatura que há cinco anos colocou a forma de comer portuguesa e de outros países do Sul da Europa na lista da UNESCO.

O manifesto faz dez propostas de mudança, entre elas nos hábitos dos portugueses. Um dos subscritores, Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde, explica que não há tempo para comer bem.

"Existe hoje uma maior perceção do que é a dieta mediterrânea, contudo, aquilo que sentimos é que cada vez se torna mais difícil praticá-la", afirma Pedro Graça.

"Os dados demonstram que é a população com menos escolaridade e com menos capacidade económica que mais se afasta e são essas mesmas franjas da sociedade que estão mais doentes devido à má alimentação", acrescenta.

O responsável da DGS diz que é preciso, por exemplo, pensar e discutir os tempos de trabalho e aquilo que nos afasta de estar mais tempo à mesa, algo típico da dieta mediterrânica.

"Se não existir uma discussão séria sobre o que nos está afastar da mesa e porque é que, hoje em dia, os horários de trabalho nos impedem de praticar [a dieta mediterrânica], não conseguiremos nunca ter uma maior adesão", defende.

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