Saúde

Regulador abre processo sobre legionela no São Francisco Xavier

Já em 2016 a Entidade Reguladora da Saúde tinha detetado dois serviços públicos, no Algarve e no distrito de Viseu, contaminados com legionela.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) abriu um processo de avaliação para averiguações ao que se passou nos casos de legionela no Hospital São Francisco Xavier.

A informação foi confirmada à TSF pelo regulador do sector que adianta que cabe à ERS garantir a prestação de cuidados de saúde de qualidade pelo que se impõe a abertura deste processo.

Recorde-se que a legionela no hospital de Lisboa já fez 41 vítimas, entre elas duas vítimas mortais.
As averiguações da ERS podem acabar com um de dois desfechos: arquivamento ou abertura de um inquérito.

Esta não é, no entanto, a primeira vez que a ERS se depara com legionela no Serviço Nacional de Saúde. No último ano, em 2016, o regulador da saúde encontrou dois serviços públicos com idêntica contaminação.

O primeiro aconteceu nas canalizações do Centro de Saúde e Serviço de Urgência Básico de Vila Real de Santo António, obrigando a dar uma ordem à Administração Regional de Saúde do Algarve para que fossem feitas rapidamente obras.

Fonte da ERS adianta que a legionela acabou por ser erradicada das redes prediais de água onde tinha sido detetada pelo que o processo foi arquivado com uma "advertência" à Administração Regional de Saúde e ao Centro Hospitalar do Algarve para a necessidade de se implementarem programas de manutenção e controlo de instalações de água quente sanitária, em articulação com as autoridades de saúde pública, prevenindo novas contaminações".

Solução no Algarve demorou um ano

No entanto, o caso no Algarve foi considerado pela ERS como grave e perigoso para a saúde dos utentes e profissionais de saúde e a deliberação consultada pela TSF admite que a solução demorou demasiado tempo até ser implementada.

Antes de ser detetado numa visita da equipa do regulador, o problema da legionela durou quase um ano, havendo mesmo uma ordem do delegado de saúde para selar as torneiras mas nada resolvia o problema e as torneiras continuavam a ser usadas para lavar as mãos.

Apenas a após a intervenção mais forte da ERS acabou por levar os responsáveis a resolver a contaminação.

Além desta situação no Algarve, o outro que obrigou à intervenção do regulador aconteceu também em 2016 no Centro de Saúde de Mangualde (distrito de Viseu), mas aí a solução foi mais fácil: os responsáveis do serviço adotaram, "de imediato", medidas para eliminar a legionela. O processo também acabou arquivado.

Ao contrário do que se passou no São Francisco Xavier, nestes dois casos detetados em 2016 não foram notificadas vítimas da doença do legionário encontrada nestes serviços públicos de saúde.

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