Saúde

Stop ao espermatozoide. Estudo admite pílula masculina sem efeitos secundários

A Universidade de Aveiro está a trabalhar no desenvolvimento de um composto químico que seja capaz de anular os efeitos secundários provocados pela prometida pílula masculina.

Ainda não há testes humanos que garantam o sucesso da investigação mas a Universidade de Aveiro diz que os ensaios em complexos proteicos permitem parar o percurso dos espermatozoides. E evitar as indesejadas alterações hormonais.

O teste clínico para a chamada pílula masculina, que estava a ser conduzido pela Universidade de Edimburgo, era considerado muito promissor mas foi abandonado devido aos efeitos secundários que provocava.

Os voluntários desistiram do teste com queixas de acne, dores musculares e sobretudo, mudanças de humor. No entanto, ainda há esperança para a contraceção masculina.

A investigação da Universidade de Aveiro, em conjunto com um parceiro britânico, atua na mobilidade dos espermatozoides, podendo pará-los (como um contracetivo) ou pô-los a mexer (no caso de infertilidade).

A investigadora Margarida Fardilha lidera o estudo, ainda numa fase que não permite antecipar resultados ou avançar datas. Eles andam aí mas podem ficar " paradinhos".

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