Saúde

Trabalhadores da saúde em greve para exigir melhores condições de trabalho

Greve abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, e prolonga-se até às 24h00 de sexta-feira.

Trabalhadores dos hospitais, centros de saúde, INEM e outros organismos e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde iniciaram às 23h00 desta quinta-feira uma greve para exigir melhores "condições de trabalho e de vida".

Convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFP), a greve, que abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros e se prolonga até às 24h00 de sexta-feira, visa "exigir do Governo a satisfação de um conjunto vasto de reivindicações para a melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores da Saúde e a defesa do Serviço Nacional de Saúde", refere o sindicato em comunicado.

Entre as reivindicações estão "a admissão dos trabalhadores necessários ao SNS", a integração nos mapas de Pessoal de todos os trabalhadores com contrato de trabalho precário, a reversão para o setor público administrativo dos Hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial) e das Parcerias Público-Privadas (PPP) e a negociação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde.

A revisão das Carreiras da Saúde, "a justa valorização" da Carreira Especial de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, o fim dos cortes no pagamento das horas de qualidade e do trabalho suplementar, "contra a descentralização de competências na área da Saúde para as Autarquias Locais" e a "aplicação do DL 62/79 a todos os trabalhadores" e o "pagamento do abono para falhas aos trabalhadores que manuseiam valores" são outras reivindicações dos trabalhadores.

Os trabalhadores da saúde realizaram nos dias 2 e 03 de maio uma greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), para reivindicar a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

Um dia depois desta greve, o Governo chegou a um acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores de saúde das carreiras gerais, que abrangeu cerca de 20 mil trabalhadores com contrato individual de trabalho na área da saúde.

Apesar deste acordo, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas decidiu manter o dia de greve, que inicialmente estava marcado para o dia 25 de maio e que foi adiado para 15 de junho, por considerar que existem outras reivindicações que ainda não foram satisfeitas.

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