Mais um caso de Zika em Portugal

A Direção-Geral de Saúde (DGS) anunciou hoje que passou para seis o número de infeções notificadas em Portugal. As agências de viagem dizem que não há sinais de cancelamento ou de quebras de reservas para o Brasil, um dos países mais afetados pelo vírus.

Segundo informação da DGS, até ao momento foram "notificados 6 casos de doença, todos importados da América do Sul" e "nenhum deles ocorreu em grávidas".

A autoridade de saúde adianta que "a infeção é devida a picada de mosquito do género Aedes que desde há muito não existe no continente Português".

A DGS esclarece que "em regra, a doença não se transmite de pessoa a pessoa" pelo que "não haverá risco de formação de cadeias de transmissão".

Turismo pouco afetado

Segundo a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o vírus Zika não está a ter qualquer impacto no mercado de viagens. Até agora só uma grávida cancelou uma viagem para o Brasil, disse à TSF Pedro Costa Ferreira, presidente da APATV.

"Não há nenhuma onda de cancelamentos nem nenhum sinal visível de cancelamentos ou quebras de reservas. Neste momento identificamos uma grávida que cancelou reserva para o Brasil, o que aliás, me parece razoável e expectável e provavelmente acontecerão mais. Mas para já o efeito não é visível", garantiu.

Hoje a Organização Mundial de Saúde disse esperar entre 3 a 4 milhões de casos do vírus Zika. O presidente da Associação das Agências de Viagens e Turismo não está preocupado, mas sublinha que os operadores estão atentos e preparados para prestar toda a informação aos turistas.

"Nada no quadro clínico descrito pelas autoridades, expecto para as grávidas, nada é uma coisa que seja diferente de uma picada num destino tropical: comichões, dores de cabeça, etc. Neste momento não me parece que o numero afete o comportamento, porque as consequências não são notoriamente nefastas. Se novas informações relativamente às consequências vierem a ser percebidas, nessa altura admito que haja alguma reação".

A cerca de 7 meses dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a TSF contactou também o Comité Olímpico Português. O responsável pela comunicação disse que o caso está a ser acompanhado através das informações da Comissão Médica dos Jogos Olímpicos no Brasil.

Até ao momento não há qualquer alerta, mas se for necessário o Comité Olímpico Português tomará todas as medidas de prevenção necessárias.

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