Enfermeiros e médicos denunciam recusa de grávidas na Alfredo da Costa

Administração da Maternidade nega no entanto problemas devido aos novos horários de 35 horas.

Apesar das garantias dadas sexta-feira pela administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, a Ordem dos Médicos junta-se à Ordem dos Enfermeiros na denúncia de que a Maternidade Alfredo da Costa está a recusar e a transferir grávidas em trabalho de parto na sequência dos novos horários de 35 horas.

Um horário que, como explica Alexandre Valentim Lourenço, presidente da secção regional Sul da Ordem dos Médicos, está a obrigar a maior maternidade de Lisboa a transferir mulheres em trabalho de parto.

O médico, obstetra, conta mesmo que esteve de urgência na quinta-feira em Santa Maria, que já tinha a maternidade cheia, e recebeu grávidas da Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Beatriz Ângelo.

Ontem, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros já tinha denunciado relatos de uma situação que considera grave na Maternidade Alfredo da Costa, mas também noutros hospitais do país por causa das 35 horas.

Segundo a Ordem, a maior maternidade de Lisboa teve de encerrar três salas de parto por falta de profissionais.

No entanto, a administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central já veio negar qualquer alteração ao funcionamento da maternidade por causa das 35 horas.

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