Não caia nisso. Ortopedistas lançam campanha para evitar quedas dos mais velhos

A campanha pretende evitar problemas com fracturas que podem levar à imobilidade, provocando mesmo a dependência de terceiros ou até a morte.

A campanha de sensibilização lançada pela Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia quer chamar a atenção para o perigo da queda. "Não caia nisso" é o nome desta iniciativa que pretende alertar para a gravidade das quedas, que podem levar à imobilidade total.

Há cuidados que devem ser seguidos:
- ter atenção quando o chão está molhado
- preparar a casa; por exemplo, retirar tapetes que possam provocar derrapagens
- ter atenção com os fios e com a desarrumação
- ter uma luz de presença no quarto durante a noite
- vigiar a tensão arterial, controlar a diabetes e tomar a medicação com rigor

O ortopedista Carlos Evangelista, responsável pela iniciativa, lembra ainda que a falta de movimento é uma das causas indiretas das quedas. A imobilidade leva à perda de massa muscular e à fraqueza - "faz com que tenham uma base de sustentabilidade menor".

"As pessoas devem andar, passaer, sair á rua, mexer-se, para manter o seu tónus muscular", defende.

As quedas, que muitas vezes acontecem dentro de casa, podem levar à imobilidade, o que, muitas vezes, leva à dependência de terceiros ou até a morte. O que se avizinha, num país com uma população envelhecida, deve convocar também a atenção da classe médica, considera Carlos Evangelista.

"A própria estrutura médica terá de se preparar para este flagelo das fraturas do colo do fémur, que ocupam muitas unidades hospitalares, durante muito tempo", explica o ortopedista.

"Num futuro próximo, as equipas médicas terão de ser mais multidisciplinares, ou seja, temos de estar preparados para medicamente fornecer a melhor técnica para a recuperação dos doentes e depois tem de haver uma cumplicidade multidisciplinar entre a fisioterapia e a medicina interna, no sentido de reequilibrar mentalmente, psicologicamente e fisicamente a pessoa para recuperar de uma fratura".

A campanha tem uma página no Facebook e um folheto com conselhos utéis disponível no site.

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