Plantas do mar para o prato

"Xtreme Gourmet" é o nome do projeto que envolve a Universidade do Algarve, 10 chefs de cozinha e uma empresa algarvia.

O objetivo é produzir e consumir plantas halófitas, que na natureza nascem junto à água salgada. A planta halófita mais conhecida é a salicórnia mas na estufa estão muitas outras. "Esta é uma inula, se quiser pode provar",aponta a professora Luísa Barreira, da Universidade do Algarve, que lidera um grupo de 9 investigadores.

Explica o que se vê nos tabuleiros onde se cultivam estas plantas comestíveis. Aqui, em estufa, mas habitualmente nascem na natureza junto à água salgada. São plantas halófitas, a maior parte delas encontradas na Ria Formosa."Variamos a salinidade, a iluminação", e outros parâmetros que permitam chegar às condições ótimas de produção.

Miguel Salazar, da AGRO ON, a empresa que está ligada ao projeto, explica que as plantas têm benefícios para a saúde. "Têm compostos antioxidantes e anti-inflamatórios".

Além disso, em testes feitos com ratos de laboratório que consumiram salicórnia, viu-se que a sua pressão arterial baixou. Todas as plantas têm uma característica comum: são salgadas. Mas todas elas podem também encerrar outros sabores, "cítricos ou mais perfumados", esclarece o empresário.

No projeto "Xtreme Gourmet" 10 chefs de cozinha estão a colaborar neste estudo da Universidade do Algarve, dando o seu parecer sobre o uso destes ingredientes em novas experiências gastronómicas. "São muito apreciadas pelo chefs e utilizadas em pratos de peixe, marisco ou carne", sublinha a investigadora.

Miguel Salazar esclarece que as plantas halófitas podem ser comidas cruas ou cozinhadas. "Eu, por exemplo, gosto de uns ovos mexidos com salicórnia, o resultado é surpreendente", sugere.

Pelo menos a salicórnia já se encontra à venda em locais selecionados.

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