Radão, CO2 e partículas finas detetadas em escolas do Porto e Bragança

Asma, falta de atenção e, potencialmente, cancro. Um estudo da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto detetou encontrou mais de 50 escolas com agentes que podem ser perigosos para as crianças.

O resultado do estudo é claro. Em 65% das salas das escolas e creches de Bragança há mais radão do que a lei permite. Já quanto a um nível excessivo de partículas finas, este foi detetado em 84% das 58 salas do Porto e de Bragança que foram alvo do estudo.

O jornalista Rui Tukayana falou com a responsável pelo estudo

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Sofia Sousa, professora e investigadora na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), doutorada em engenharia do Ambiente, sublinha que as partículas finas (poeiras) aumentam a probabilidade dos bebés e crianças contraírem asma.

Já o CO2 a mais nas salas de aula faz com que os alunos se distraiam mais facilmente.

As concentrações de radão (gás radioativo natural, poluente cancerígeno) também preocupam, principalmente em Bragança, mas apesar de nos adultos ser a segunda causa de cancro no pulmão, ainda não há estudos que liguem este gás radioativo ao cancro nas crianças sublinha a investigadora Sofia Sousa.

A professora Sofia Sousa avança com algumas sugestões para mitigar os problemas encontrados

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Os dados recolhidos são "preocupantes, mas não alarmantes", considera a investigadora, explicando que uma medida simples e económica, como o arejamento do ar, pode diminuir consideravelmente os níveis de concentração de dióxido de carbono e de radão.

Quanto às poeiras, recomenda-se que as salas sejam aspiradas de forma mais frequente.

Sugestões que chegaram às escolas em causa e, segundo a investigadora, as instituições mostraram-se com vontade de resolver as situações.

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