Sindicato acusa Governo de "arquitetar plano para armadilhar a greve" de enfermeiros

Associação Sindical Enfermeiros Portugueses Sindicato pede a enfermeiros que respeitem a ordem do Governo e assegura que os serviços mínimos foram respeitados.

A Associação Sindical Enfermeiros Portugueses, um dos sindicatos que convocou a chamada greve cirúrgica, pediu aos enfermeiros que respeitem a decisão do governo, apesar de considerar que os argumentos para travar a paralisação são injustificados.

O Governo aprovou esta quinta-feira uma resolução para avançar com uma requisição civil na greve dos enfermeiros, alegando incumprimento da prestação de serviços mínimos.

Lúcia Leite, da Associação Sindical Enfermeiros Portugueses, diz à TSF que "foi arquitetado um plano para armadilhar esta greve". Ainda assim pede aos profissionais de saúde que "acatem" a requisição civil.

Sem querer apelidar os argumentos do Conselho de Ministros taxativamente de falsos, Lúcia Leite lembra que durante um "período de greve não podemos ter todas as cirurgias a ser realizadas como se estivéssemos a funcionar em período normal".

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que "o Governo não teve alternativa", se não avançar para uma a requisição civil.

"Face aquilo que é do conhecimento do Governo, de doentes cujas cirurgias foram canceladas e que estavam abrangidas pelos serviços mínimos, face à gravidade da situação, não poderia o Conselho de Ministros tomar outra opção."

António Costa já tinha admitido esta terça-feira, em entrevista à SIC, avançar para a requisição para travar a greve: "Chegámos ao limite daquilo que podíamos aceitar. Se for necessário, iremos utilizar esse intrumento jurídico", avisou.

O primeiro-ministro admitiu ainda "comunicar às autoridades judiciárias" o comportamento da Ordem dos Enfermeiros no sentido de dinamizar a greve, que considera uma violação à lei das ordens profissionais.

A greve dos enfermeiros decorre desde a última quinta-feira e estende-se até fim de fevereiro em blocos operatórios de sete hospitais públicos, sendo que a partir de sexta-feira passa a abranger mais três hospitais num total de dez.

Durante a tarde, "a Ordem dos Enfermeiros decidiu convocar os Sindicatos que decretaram a greve cirúrgica, Sindepor e ASPE, e o Movimento Greve Cirúrgica para uma reunião", que se vai realizar no dia 12 de fevereiro. Para a reunião estão também convocados os Enfermeiros Directores dos centros hospitalares onde decorre a referida greve.

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