Empresa que gere Kamov vai processar Proteção Civil

Everjets garante que teve graves prejuízos com proibição abrupta de trabalhar nos helicópteros do Estado e expulsão dos técnicos russos.

A Everjets, empresa que gere e faz a manutenção dos helicópteros pesados do Estado para socorro e combate a fogos, vai avançar para tribunal contra a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).
A garantia foi avançada à TSF depois de ontem a ANPC ter encerrado as instalações onde os Kamov estavam guardados e a ser reparados.

O presidente da empresa adianta que não podem ficar parados depois de uma ação da ANPC que acham inqualificável. Ricardo Dias avança que já estão a olhar para o contrato que têm com o Estado para gestão e manutenção dos Kamov e a fazer contas para perceber os prejuízos avultados que tiveram e vão ter daqui para a frente. A ida para tribunal é certa.

O gestor da Everjets acrescenta que as perdas são grandes, não apenas em termos de meios que já tinham contratados para a manutenção dos Kamov como na reputação da empresa, além da questão da execução do contrato com o Estado.

Multas também vão parar a tribunal

Ricardo Dias adianta ainda que vai impugnar judicialmente a multa que já recebeu da ANPC por ter um Kamov parado no mês de janeiro.

Como a TSF noticiou esta quinta-feira, a Everjets foi multada em 380 mil euros em 2016 e 2017 por um total de 224 horas de paragens não autorizadas, mas a empresa confirma que entretanto já recebeu uma nova multa de 344 mil euros referente a janeiro de 2017.

No entanto, Ricardo Dias garante que a culpa desta paragem não é da Everjets mas sim da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) que recusa aceitar o prolongamento da vida útil de uma peça nos helicópteros, apesar de a empresa garantir que esta peça já foi aceite pelo fabricante.

Razões que levam a empresa que ganhou o concurso público para gerir os Kamov a garantir que vai avançar para tribunal com o objetivo de anular a penalização agora apresentada pela ANPC.

Quanto às multas de 2016 e 2017, a empresa garante que as 224 horas de paragens dos helicópteros não foram um tempo significativo e que todas as penalizações já foram pagas.

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