Big brother is watching you... Leiria quer (ainda) mais videovigilância nas ruas

Um ano após o arranque do Big Brother no centro histórico da cidade, autarquia, PSP e comerciantes fazem balanço positivo.

Um ano após a inauguração do sistema de videovigilância no centro histórico, a Câmara Municipal de Leiria está já a trabalhar na ampliação do projeto para outras zonas da cidade, em colaboração com a Polícia de Segurança Pública.

As 19 câmaras que gravam 24 sobre 24 horas já ajudaram a PSP em casos de furto, danos, agressões, ameaças e perturbação da ordem pública.

"Em termos de preservação de imagens de videovigilância para processos-crime temos mais de 100 pedidos neste primeiro ano, o que é muito bom", afirma o comissário Carlos Martins, para quem o sistema inaugurado oficialmente a 16 de abril de 2018 - e monitorizado por 12 agentes, em turnos, no Centro de Comando e Controlo da PSP de Leiria - está a levar mais longe o longo braço da lei.

"Já tivemos situações em que as câmaras, de facto, foram muito úteis, quer no âmbito da prevenção criminal, para prevenir crimes, para atuarmos imediatamente, quer, depois, em sede de investigação criminal, situações que nos foram denunciadas a posteriori e que nós pudemos recorrer às imagens gravadas para utilizá-las nesses processos de investigação", explica.

Um efeito dissuasor que contribui para o balanço positivo de Lino Ferreira, presidente da ACILIS, associação que representa os comerciantes de Leiria, sobretudo pelas melhorias na noite, junto aos estabelecimentos de bebidas, permitindo evitar "alguns excessos".

Leiria mais segura também na perspetiva do presidente do Município, Raul Castro, que defende a instalação de mais câmaras, desta vez, perto das escolas e no percurso Polis nas margens do rio Lis. A autarquia está já a tratar de "reformular o projeto, ampliando as áreas" e espera um "despacho positivo do Ministério da Administração Interna".

"A videovigilância pode ser um instrumento para a PSP garantir melhor esse sentido de segurança" e "muitas imagens já são sustentação de processos judiciais", aponta Raul Castro.

O impacto nas estatísticas da criminalidade será objeto de um relatório da PSP no fim do segundo ano de funcionamento do sistema.

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