Formação da GNR

"GNR ainda está no século passado. É uma instituição pouco democrática"

Presidente da Associação dos Profissionais da Guarda acredita que "houve excessos por parte dos formadores".

César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), reagiu à abertura de um inquérito devido ao alegado uso de violência no curso de formandos da Guarda , em que as alegadas agressões terão levado vários aprendizes a receber tratamento hospitalar.

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Depois de que informações de que teria sido aberto um inquérito há três semanas, César Nogueira garantiu que "o que foi aberto foram os processos de acidente e de serviço, a queda do formando que foi hospitalizado, mas são processos normais de todos os guardas que tiveram ferimentos e que deram entrada no hospital".

"A guarda diz que abriu um processo de averiguação há três semanas e nós sabemos que isso não aconteceu", reiterou.

Na opinião do César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da GNR, "é certo é que houve excessos por parte dos formadores, tanto houve que houve formandos hospitalizados e alguns deles tiveram que ser intervencionados cirurgicamente".

Contrariamente ao que foi garantido pela GNR, o responsável assegura que os formandos "não estão aptos" e que até são "colocados de parte e ficam a olhar para os outros camaradas porque não podem fazer aqueles exercícios porque estão limitados fisicamente".

"A Guarda proclama cá para fora que é uma Guarda moderna e próxima do cidadão, não acontece é no seio da instituição, qualquer erro que é cometido, em qualquer situação destas a Guarda tenta camuflar para não passar a imagem de uma instituição que é pouco democrática, basta ver pelos processos disciplinares", atirou, reforçando que "a Guarda ainda está no século passado", e justificando a opinião com os processos de que foi alvo por falar com a comunicação social.

Sandra Cunha, do Bloco de Esquerda, explicou à TSF que é necessário que exista o "apuramento das responsabilidades e das consequências" após o fim do inquérito, mas sendo essencial "garantir que estes formadores não continuam nestas funções até esse apuramento de responsabilidades e o que é que o governo pretende fazer para garantir que os futuros formandos não passem pela mesma situação".

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