Guardas prisionais concordam com aumento de cabines telefónicas nas cadeias

Presidente do sindicato fala numa maior comodidade e facilidade no contacto com os reclusos.

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) considera positiva uma das medidas anunciadas pela ministra da Justiça em relação aos meios de comunicação postos à disposição dos reclusos nas cadeias portuguesas.

Francisca Van Dunem admitiu permitir o uso - ainda que limitado - de aparelhos que permitam a comunicação para o exterior dos dos estabelecimentos prisionais, como forma de evitar que os reclusos utilizem aparelhos não autorizados dentro do sistema prisional.

Estas declarações surgem na sequência de um caso recente, em que um recluso filmou e divulgou imagens captadas no interior do Estabelecimento Prisional do Linhó. Van Dunem anunciou ainda que a solução passa também pelo aumento do número de cabines telefónicas no interior das cadeias.

É precisamente esta última medida que o presidente do SNCGP, Jorge Alves, saúda. "Vem fazer com que os reclusos estejam mais à vontade em dois aspetos: por um lado têm mais tempo para falar com os familiares e, por outro, têm um maior contacto com o exterior e com os familiares."

O líder sindical dos guardas prisionais explica que, neste momento, os reclusos podem fazer chamadas de apenas cinco minutos a cada 24 horas.

"Utilizar cabines telefónicas - inclusive nos espaços de habitação, como celas - fará com que os reclusos estejam mais à vontade a falar com os seus familiares", nota Jorge Alves. Ainda assim, alerta, esta medida não vem resolver o problema criado pela transmissão de vídeos em direto.

"Os reclusos que utilizam telemóveis querem estar contactáveis e querem exibir-se nas redes sociais. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É muito positivo porque poderá acalmar uma fatia substancial de reclusos cuja maior preocupação é o contacto com a família", defende.

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