guardas prisionais

"Os direitos dos reclusos não podem anular os direitos dos guardas prisionais"

Sindicato vai ser recebido na segunda-feira com a presidência da República.

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional organiza, na noite desta quinta-feira, uma vigília em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, para pedir a intervenção do Presidente da República no sentido de o Governo desbloquear a negociação do estatuto de carreira.

Numa ação que coincide com o primeiro de 13 dias de greve, os guardas prisionais montaram uma tenda nos jardins em frente à Presidência da República, ficando na zona até sexta-feira de manhã, tendo, entretanto, recebido a garantia da Casa Civil do Presidente de que serão recebidos na próxima segunda-feira.

Em declarações À TSF, o presidente do sindicato, Jorge Alves, explica que vão ter que "dizer muito em poucas palavras" neste encontro. "Temos sido muito injustiçados ao longo destes anos, é uma carreira que estagnou há muitos anos. De acordo com o senhor Presidente da República, e somos os primeiros a reconhecer, é essencial para a democracia", lembra o dirigente.

Lembrando os direitos dos reclusos, Jorge Alves lembra que os guardas também os têm e "os direitos dos reclusos não podem anular os direitos dos guardas prisionais. É isso que vamos pedir: que reconheçam a importância do corpo da guarda prisional para a ressocialização" e que apostem nele para que a mesma tenha mais êxito.

Sobre o efeito da reunião, o sindicalista espera que Marcelo Rebelo de Sousa possa ajudar a desbloquear as negociações com o Governo, lembrando que a primeira negociação, em abril, ocorreu após uma conversa com o Presidente da República no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

"Passada uma semana, a ministra [da Justiça] reuniu com o sindicato e iniciou a negociação do estatuto profissional. Lamentavelmente, o primeiro-ministro desautorizou a ministra quanto ao trabalho que tinha sido desenvolvido e com a nossa seriedade, trabalho, empenho e dinheiro", recordando as deslocações feitas a Lisboa, entre abril e agosto, para reunir no ministério.

Jorge Alves espera agora que o Presidente da República possa, "à sua maneira", intervir junto do Governo para desbloquear as negociações do estatuto profissional.

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