"Quem viola direitos fundamentais não tem lugar na GNR"

Tolerância zero à violação de direitos fundamentais. O recado de Eduardo Cabrita para os guardas acabados de formar no curso que foi alvo de polémica pelo uso de violência.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, atribui tolerância zero à violação de direitos fundamentais, avisando que quem não cumprir "não tem lugar na GNR". O recado foi deixado na cerimónia de encerramento do Curso de Formação de Guardas de Portalegre, que recentemente foi alvo de denúncias do uso de violência num exercício.

Segundo Eduardo Cabrita, a GNR "é uma guarda das liberdades fundamentais e da salvaguarda dos direitos dos portugueses", pelo que, acrescentou o ministro, "aquilo que são violações a estes direitos é uma prioridade da GNR", destacando que "não será tolerada nem no espaço nacional, nem dentro da própria instituição".

O ministro deixou o recado sem se referir diretamente ao caso da violência, mas já na semana passada tinha admitido ter ficado "desagradavelmente surpreendido" com aquilo que tinha visto na escola de Portalegre .

Eduardo Cabrita levou ainda à capital do Norte Alentejo uma notícia que a cidade reclamava há vários anos, à boleia da assinatura de um protocolo para a construção de novas instalações para o Centro de Formação e Comando Territorial da GNR. Um investimento de 14 milhões de euros, numa altura em em que se somam casos de gastroenterites entre os formandos, que dorme em casernas "sem condições", segundo denuncia a Associação de Profissionais da Guarda.

O protocolo foi assinado pela Secretaria Geral da Administração Interna, pela Câmara de Portalegre e pela GNR. As futuras instalações inserem-se nos investimentos previstos na Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança da Administração Interna.

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