SEF

Sindicato cifra nos 70% a adesão ao segundo dia de greve dos funcionários do SEF

Presidente do Sindicato entende que, com salários de 600 euros líquidos por mês, não é fácil fazer greves.

A adesão à greve dos funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras caiu, esta quinta-feira, em comparação com o primeiro dia de paralisação.

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Esta quarta-feira, cerca de 85% dos funcionários não tinham comparecido ao trabalho, mas Manuela Niza Ribeiro, presidente do Sindicato dos Funcionários do SEF (SinSEF), explicou à TSF que esse número caiu nesta quinta-feira "tal como era expectável."

"O segundo dia teve uma adesão mais baixa, cifrando-se tanto quanto sabemos entre os 65% e os 70%. Era perfeitamente expectável e, tal como também tivemos oportunidade de dizer, para quem tem uma média de 600 euros líquidos por mês, é muito difícil fazer três, dois ou um dia de greve", explicou a sindicalista.

Os números apresentados pelo próprio SEF são, no mínimo, bastante discrepantes - a instituição fala numa adesão de apenas 11%. Perante esta diferença, Manuela Niza Ribeiro diz que o sindicato não precisa de lições de matemática e recusa-se a entrar numa guerra de números.

"A realidade vai encarregar-se de dizer quem é que está dentro da razão. Aliás, acho curiosíssimo como é que o SEF pode dizer que há 606 funcionário documentais - só se está a contar já com os 100 que hão de entrar e que terão apenas contrato de um ano - porque nós não chegamos aos 500", garantiu.

Os funcionários da carreira não policial do SEF realizaram esta quinta-feira o segundo de três dias de greve, numa paralisação convocada pelo Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SinSEF), que exige o reconhecimento da carreira e a integração na lei orgânica do SEF.

Em comunicado, o SEF refere que se verificou uma adesão à greve de 69 funcionários, num total de 606 funcionários não policiais (11,39%).

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