Sindicalistas da PSP tiveram mais 6.500 dispensas em 2018 do que no ano anterior

Atualmente, existem 18 sindicatos na PSP e 3.680 delegados e dirigentes sindicatos, num universo de quase 21 mil agentes.

Os delegados e dirigentes sindicais da PSP tiveram direito a mais 6.500 dias de dispensa para atividade sindical no ano passado, quando comparado com o que aconteceu em 2017. Os dados, avançados pelo jornal Público, são da própria Polícia de Segurança Pública e refletem o aumento do número de sindicatos.

Hoje, a PSP tem 18 sindicatos, mas já há mais um caminho. E com mais um sindicato vai também aumentar o número de delegados e dirigentes sindicais na PSP. Atualmente, são 3.680 num universo de quase 21 mil agentes.

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, considera que este número de sindicatos é excessivo.

Em declarações ao jornal Público, o dirigente sindical sublinha que a quantidade de sindicatos que existe acaba por descredibilizar o movimento sindical no seio da instituição. E justifica com um exemplo: as dispensas a que os representantes dos sindicatos têm direito (quatro por mês) são muitas vezes usadas para outros fins que não para o desempenho da atividade sindical.

No ano passado, o número de dias de dispensa dos diferentes dirigentes chegou aos 42 mil e 500, mais 6.500 do que no ano anterior. Números que deverão ter os dias contados, assim seja aprovada a proposta de lei que está no Parlamento de regulação do exercício da liberdade sindical na PSP.

O diploma vem limitar o número de dispensas a que os dirigentes têm direito e exige um número mínimo de associados, mil por sindicato. Só as organizações que cumpram este requisito terão capacidade negocial.

Paulo Rodrigues estima que assim que a nova lei seja aprovada só quatro ou cinco dos 18 sindicatos passarão a ser interlocutores junto da tutela.

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