Tancos: diretor da Polícia Judiciária Militar está entre os oito detidos

De acordo com duas fontes, um dos detidos é o diretor da Polícia Judiciária Militar, coronel Luís Vieira.

Foram detidas esta terça-feira oito pessoas no âmbito da investigação ligada ao desaparecimento de armas em Tancos. Em comunicado enviado às redações, o Ministério Público esclarece que entre os detidos estão militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional Republicana e um outro suspeito.

Entre os detidos está o diretor da Polícia Judiciária Militar, coronel Luís Vieira, confirmaram duas fontes à TSF, que entretanto foi esta noite enviado para o Estabelecimento Prisional Militar de Tomar.

Durante o dia, foram realizadas buscas em vários locais nas zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém. Na operação designada "Húbris", participaram cinco magistrados do Ministério Público e cerca de uma centena de investigadores e peritos da Polícia Judiciária, conforme avançou a Procuradoria em comunicado.

Em causa estão vários crimes: "associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas."

Marcelo reage

Numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa "relembra que insistiu desde o primeiro dia no esclarecimento integral do caso de Tancos e na importância da investigação criminal; ainda recentemente, a 10 de setembro, reiterou que esperava desenvolvimentos nessa investigação".

O material de guerra furtado em Tancos foi encontrado a 18 de outubro de 2017, na região da Chamusca.

Entretanto, o CDS anunciou que vai propor a criação de Comissão parlamentar de inquérito para apurar eventuais responsabilidades políticas.

Notícia atualizada às 20h56

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