Semana Santa de Braga apresenta candidatura a Património Imaterial da Humanidade

Celebrações decorrem entre 20 e 27 de março. Trazem à cidade dos arcebispos milhares de devotos e turistas, destacando-se os espanhóis.

São rituais que provêm das peregrinações que, a partir do século IV, os cristãos faziam a Jerusalém. Mas será só a partir do século XVI, com a criação das irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz, que se vão organizar as procissões da Semana Santa, presididas pelo arcebispo de Braga.

Reportagem de Manuel Vilas Boas com sonoplastia de João Félix Pereira e Paulo Dias

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Figuras de destaque são a presença agitada dos "farricocos", vestidos de roxo e preto, a clamarem pelos penitentes, de matracas na mão.

A realização destes cortejos foi alterada ou mesmo suprimida conforme eram ou não favoráveis os ventos políticos.

A Semana Santa de Braga mantém uma regular realização desde que foi apoiada, durante o Estado Novo, pelo Secretariado Nacional de Informação.

São seis as entidades que, desde 1980, integram a designada Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa.

Fazem parte desta organização o cabido da Sé Primacial, a Santa Casa da Misericórdia, a irmandade de Santa Cruz, a Câmara Municipal de Braga, a Entidade do Turismo Porto e Norte de Portugal e Associação Comercial de Braga.

Constam desta semana as procissões dos Passos, da Senhora da Burrinha, do Ecce Homo e do Enterro do Senhor.

Milhares de turistas e devotos, nacionais e estrangeiros rumam, nesta semana, à cidade dos arcebispos podendo também usufruir da abundante gastronomia e doçaria numa cidade pejada de conventos.

Por estes dias a Comissão das Solenidades da Semana Santa de Braga prepara a entrega à Unesco da candidatura destes rituais a Património Imaterial da Humanidade.

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