Técnicos da Proteção Civil temem que SIRESP falhe em situações mais complexas

Ricardo Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança Proteção Civil, receia que o SIRESP seja ineficaz em casos mais graves do que os incêndios no centro do país.

O presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança Proteção Civil, disse hoje à TSF que o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), tem "de começar a trabalhar a 100% e a corresponder às necessidades operacionais em teatros de operações complexos".

Ricardo Ribeiro referiu que "se tivermos um problema idêntico a 1755 este SIRESP tem de responder e tem de estar disponível em todo o território nacional", lamentando que o sistema tenha falhado perante "um simples teatro de operações regional confinado a uma região".

A Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil admite que as falhas no SIRESP podem ter causado descoordenação das autoridades no terreno. A Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna acusou a Proteção Civil de não ter pedido uma estação móvel do sistema de comunicações, em tempo útil.

Ricardo Ribeiro, o presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança Proteção Civil, rejeita as criticas, referindo que "a rede SIRESP não devia acrescentar preocupações e condicionar as ações dos operacionais que estão no terreno".

O presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança Proteção Civil admite que houve descoordenação por parte da Proteção Civil porque sem comunicações há que "perder energias, tempo, planeamento e ocupar pessoas que deviam estar a trabalhar no teatro de operações para resolver este problema".

A Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil sublinha que o SIRESP deve "começar a trabalhar a 100% e a corresponder às necessidades operacionais em teatros de operações complexos".

Ricardo Ribeiro afirmou que o SIRESP pode funcionar bem se for otimizado, "nem que se tenha que gastar mais algum dinheiro".

Os Técnicos de Segurança e Proteção Civil vão pedir uma reunião ao governo para discutir esta matéria dentro de uma semana, lembrando que já foram feitos vários alertas a governos anteriores.

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