Dois mortos e vários desaparecidos após aluimento de terras em Borba

A situação é de "grande complexidade". Comandante Distrital de Operações de Socorro de Évora diz que operações de resgate podem durar "horas, dias e provavelmente semanas". As vítimas mortais são dois operários da empresa que explora as pedreiras.

Um troço da estrada que liga Vila Viçosa a Borba, no Alentejo, abateu. Pelo menos duas pessoas morreram, confirmou o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Évora.

A Autoridade Nacional da Proteção Civil disse à TSF que as autoridades no local estão a reunir condições para poderem mergulhar no poço onde as vítimas estarão submersas. As vítimas mortais confirmadas são dois operários da empresa que explora as pedreiras.

"Estamos perante um desafio tremendo em termos daquilo que são as operações de resgate que nos esperam nas próximas horas, dias e provavelmente semanas", disse o comandante José Ribeiro.

Questionado sobre se existiam indícios de que a situação pudesse vir a ocorrer naquela estrada, António Anselmo rejeitou tratar-se de uma "tragédia anunciada".

"Eu penso que não, nunca na vida. É uma tragédia, é um acidente", afirmou.

À TSF, o presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil (ASPROCIVIL), diz que as autoridades no terreno deverão conseguir levar esta operação até ao fim com sucesso.

"A estrutura de Proteção Civil, nomeadamente os bombeiros, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, o INEM e a GNR estão a tomar conta da situação e os bombeiros estão a fazer o seu trabalho de busca e salvamento. Há condições para, certamente, haver uma boa resposta ao nível do teatro de operações", garante.

No entanto, Ricardo Ribeiro sublinha que houve falhas claras ao nível da prevenção. "Uma coisa fica clara. Havia um alerta de que aquela estrada não estava em condições, houve uma avaliação da mesma e houve uma decisão que foi insuficiente, visto que acabou por acontecer" o aluimento. Para o presidente da ASPROCIVIL, "mesmo sem as informações todas", os grandes responsáveis por este acidente são "o dono da pedreira e o concessionário da estrada."

As equipas de socorro já estabeleceram contacto visual com a retroescavadora e uma das vítimas arrastadas esta segunda-feira à tarde para o interior de uma pedreira, na zona de Borba (Évora), devido a um aluimento de terras.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou à agência Lusa que foi avistada "a retroescavadora com o corpo de uma das vítimas", mas não confirmou a situação desta pessoa, por "dificuldade de acesso".

Pedro Araújo, comandante operacional da Proteção Civil nacional, avançou à TSF que "no aluimento destas terras terá sido arrastada uma máquina retroescavadora e pelo menos um veículo".

"Suspeita-se também da existência de vítimas, temos a indicação de que com os veículos terão sido arrastadas entre quatro a cinco vítimas, eventualmente trabalhadores", frisou o responsável. O responsável salvaguardou ainda que, até ao momento, não é possível confirmar o número de vítimas.

O comandante operacional da Proteção Civil nacional refere ainda que "não é possível determinar a origem do aluimento das terras" com as informações atuais.

O incidente aconteceu perto de duas pedreiras e o dono de uma dessas empresas disse à TSF que poderá ter ruído entre 300 a 500 metros de estrada.

O INEM adianta que recebeu um alerta às 15h45 dando conta de um aluimento de terra e de parte de uma estrada.

O acidente terá provocado a queda de uma retroescavadora com dois ocupantes e de dois veículos.

O INEM enviou para o local vários meios entre os quais um helicóptero.

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