Vacina da BCG regressa às maternidades para bebés em risco

A confirmação foi feita, no Parlamento, pela Diretora-Geral de Saúde. Graça Freitas adianta que a estratégia "é vacinar quem precisa". A tuberculose "está consistentemente a diminuir em Portugal".

As vacinas vão ser compradas num laboratório dinamarquês e já está acertado que, apesar dos frascos conterem mais do que uma dose, "se for preciso abrir um frasco apenas para uma criança, será aberto", garantiu, no Parlamento, a Diretora-Geral de Saúde.

"Esta decisão já foi tomada", disse Graça Freitas aos deputados da Comissão de Saúde, admitindo que "houve um ligeiro aumento de casos na infância", apesar de a tuberculose estar "consistentemente a diminuir em Portugal".

Foi por isso decidida "uma mudança de estratégia operacional" que passa por "captar estes meninos (em risco) nas maternidades onde eles estão, aplicando um questionário seletivo".

"Com isto vamos conseguir encontrar todos os meninos que quando nascem já tem o risco, sem perder de vista que este exame tem de ser feito ao longo da vida", sublinha Graça Freitas.

A Diretora-Geral de Saúde justifica que a "pulverização dos meninos fora da Maternidade" dificultava muito a captação e identificação:" Se não são captados, nem identificados, não são vacinados".

De acordo com os dados oficiais, em 2018 voltou a haver quatro novos casos de tuberculose grave em crianças com menos de seis anos.

Segundo dados oficiais a taxa de incidência foi em 2018 de 15,4 casos por 100 mil habitantes, com um total de 1.703 casos notificados.

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