- Comentar
Pandemic, Lift It, Samurai, Time Of Crises, Loyang,La Boca, El Dorado, SOS Titanic, The Mind, Passa o desenho, Babel... são mais de 800 jogos de tabuleiro, vindos dos quatro cantos do mundo, todos catalogados por temas e nível de dificuldade. Manuel Silva e a esposa Dina Silva são os proprietários do espaço "A jogar é que a gente de entende".
"O meu pai ensinou-me a jogar xadrez, somos quatro filhos e entre nós sempre jogamos xadrez. Com a chegada à adolescência os meus amigos iam todos lá para casa e jogávamos", conta Manuel. Dina Silva explica que é a terapeuta ocupacional e "usava sempre o jogo como ferramenta para atingir o objetivo com crianças com deficiência, com quem trabalhava".
Mais de 800 jogos de tabuleiro vindos de todo o mundo. "A jogar é que a gente se entende" é o nome deste espaço, a jornalista Rute Fonseca foi até lá.
A ideia de abrir este negócio surgiu no regresso à terra natal, Vila do Conde, depois de 8 anos emigrados em Inglaterra. Em outubro abriram um espaço que junta famílias e amigos à volta de um jogo de tabuleiro e onde podem partilhar esta paixão.
Subscrever newsletter
Subscreva a nossa newsletter e tenha as notícias no seu e-mail todos os dias
"Aqui explicamos ao cliente que há uma taxa de jogo de dois euros por pessoa, jogam os jogos que quiserem e o tempo que quiserem. Temos os jogos categorizados por verde, amarelo e vermelho. Os verdes são os mais acessíveis".
Manuel Silva começou a colecionar jogos de tabuleiro há 12 anos. "Temos jogos dos quatros cantos do mundo. Há muitos jogos do Japão, da Alemanha e muitos portugueses".
O "A Jogar é que a gente se entender" fica no número 244 da Rua Joaquim Maria de Melo, assim que atravessamos a porta vemos dois sofás amarelos, algumas mesas, e uma estante repleta de jogos, do lado esquerdo fica a chamada gruta dos jogos. Três paredes, cobertas por caixas de jogos, do chão ao teto, distribuídos por temas.
"Temos jogos históricos, didáticos. Por exemplo, o "Lisboa" ensina o que aconteceu em Lisboa no terramoto de 1775 e a reconstrução da cidade. Temos também jogos da Guerra Fria, outro sobre a abolição da escravatura nos Estados Unidos", explica Miguel Silva.
"A Jogar é que a gente se entende" também quer ir às escolas, em outubro começaram um projeto com o Agrupamento de Escolas Freijoão, em Vila do Conde. Este espaço funciona de segunda a sexta-feira do meio-dia à meia noite e ao fim de semana a porta para os jogos de tabuleiro está aberta das 11h às 2h da manhã.

