"Portugal não pode ignorar o que se passa na Venezuela"

O ex-secretário de Estado das Comunidades denuncia a "situação dramática" da comunidade portuguesa na Venezuela.

É um drama que não se consegue imaginar, a situação a que se vive na Venezuela. O retrato é tirado por José Cesário, ex-secretário de Estado das Comunidades, que está a terminar uma visita de seis dias aos portugueses que lá vivem.

José Cesário, deputado do PSD, afirma que muitos não têm o essencial. Com uma inflação galopante e um salário mínimo na ordem dos 3 euros, a comunidade portuguesa não escapa a enormes dificuldades.

"Encontrei casos de pessoas que não têm praticamente qualquer espécie de rendimento, relatos de situações de idosos que estão praticamente abandonados e mal têm para comer, uma escassez enorme de medicamentos, pessoas que sofrem doenças - como cancro, problemas renais, de foro cardiovascular - que não têm medicamentos nem tratamentos de qualquer espécie, pessoas com negócios que neste momento não conseguem ter qualquer tipo de rendimentos".

José Cesário diz que muitas organizações que apoiavam os portugueses, deixaram de o fazer, porque não têm meios. E nem os dois consulados portugueses conseguem dar resposta a quem precisa de ajuda.

"Os processos que entraram no consulado geral de Valencia há um ano e dois meses estão agora a ser processados. Estamos a falar de novas nacionalidades, que só depois de estarem integradas em Lisboa na conservatória nos serviços centrais é que podem ter sucesso. Quer no cartão do cidadão quer no passaporte. No caso de Caracas, a situação não é tão grave, mas não deixa de ser também. Estamos a falar de cerca de seis, sete meses", refere José Cesário.

No final de outubro, o secretário de Estado das Comunidades esteve na Venezuela. No regresso, José Luís Carneiro prometeu reforçar o apoio à comunidade portuguesa e reconheceu mesmo que é preciso dar maior eficácia aos serviços consulares de Portugal no país.

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