Vinte e um edifícios municipais de Lisboa ainda têm amianto

Quartéis, escolas, cemitérios e o edifício da Polícia Municipal, ainda têm amianto por retirar, divulgou a Câmara Municipal, prometendo um "trabalho sistemático" para resolver o problema.

"Existem, neste momento, 21 equipamentos municipais que ainda têm coberturas em amianto", referiu o vereador do Urbanismo da autarquia, Manuel Salgado, na reunião pública do executivo.

Entre estes edifícios estão quatro escolas, três instalações do Regimento de Sapadores Bombeiros (Alto de Santo Amaro, Graça e Alvalade) -- para as quais estão a ser feitos projetos --, o edifício da Assembleia Municipal de Lisboa, os complexos municipais de Alvalade e dos Olivais, o pavilhão preto do Museu da Cidade, os ateliês do Contador-Mor, o edifício da Polícia Municipal, dois balneários e o pavilhão desportivo da Ajuda, precisou.

"E ainda há coberturas de amianto em cinco cemitérios -- Prazeres, Ajuda, Benfica, Lumiar e Carnide", notou Manuel Salgado, observando que este é um "número significativamente inferior àquele que era".

O tema foi levado à reunião pelo vereador social-democrata António Prôa, que lembrou que o executivo desenvolveu, em outubro de 2014, um levantamento sobre os edifícios com amianto.

"Estamos quase em julho de 2017 e falta intervir em 12 escolas", lamentou.

Em resposta, Manuel Salgado referiu que, no caso das escolas, "já são só quatro que estão em fase de projeto".

"As outras [três] estão com o visto do Tribunal de Contas e prontas para iniciar a obra", disse.

Antes, a vereadora da Educação, Catarina Albergaria, apontou que há cinco escolas "em obra", sendo elas as escolas do Bairro de São Miguel, Duarte Pacheco, Santa Maria dos Olivais, Frei Luís de Sousa e Moinhos do Restelo.

Manuel Salgado frisou que "o problema do amianto é complicado só quando está danificado, [já que] só nessa situação é que é perigoso".

"De qualquer forma, está a ser feito um trabalho sistemático para resolver o problema", adiantou.

Em julho do ano passado, Manuel Salgado afirmou, durante uma sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, que, das 42 localizações identificadas em 2014 com amianto, cinco estavam intervencionadas e as restantes encontravam-se em concurso, projeto ou adjudicação.

Na reunião de hoje, o autarca foi também questionado sobre a situação da Universidade Internacional para a Terceira Idade (UITI), que não tem um espaço para se fixar enquanto tem a sede em obras.

Em resposta ao vereador comunista Carlos Moura, que abordou o assunto, Manuel Salgado apontou que já enviou à UITI valores de renda sobre um dos espaços alternativos, na Rua Maria Andrade, Intendente, e sublinhou que se tratam de preços que podem ser "bonificados por decisão da Câmara".

Em abril, a universidade suspendeu as aulas por questões de segurança, até ser encontrado um novo espaço ou a Câmara de Lisboa, proprietária do atual edifício, permitir a realização de obras.

A universidade ocupa, desde a sua criação, há quase 40 anos, o rés-do-chão e o primeiro andar do prédio número 85 da Rua das Flores, espaços que se encontram degradados devido à falta de manutenção.

Na reunião, Manuel Salgado deu ainda conta de que já está concluída a auditoria interna a eventuais conflitos de interesses no concurso da Segunda Circular, razão que levou ao adiamento das obras, e que os resultados serão divulgados em breve.

Entretanto, foram feitas "pequenas reparações" naquele troço, adiantou.

Ainda no período antes da ordem do dia, o executivo aprovou, por unanimidade, uma moção do CDS-PP para estudar o alargamento do estacionamento grátis para deficientes a parques de estacionamento da EMEL, equacionando uma medida semelhante para os condutores de carros elétricos.

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