O troféu da Taça de Portugal

Taça de Portugal: a competição mais especial do futebol português

É a competição mais querida do panorama futebolístico nacional, a mais singular, a que mais aproxima as várias e diferentes latitudes, em forma de assimetrias, do futebol lusitano. A Taça de Portugal é, irremediavelmente, especial. Faz suspirar os adeptos dos mais diversos locais, de norte a sul, do literal ao interior, por um sorteio que dite a receção de um clube primodivisionário, por forma a, mais do que ter um dia diferente e especial, acalentar que o clube das suas origens se torne um «tomba gigantes» e salte, por um dia que seja, para a ribalta do noticiário nacional, para as capas dos jornais e para a abertura dos noticiários da rádio.

Material promocional do Leicester City

O renascer da Fénix!

O final do século XX foi entusiasmante para o Leicester City. Martin O'Neill foi o líder de uma equipa quem em 4 temporadas alcançou 3 finais da Taça da Liga, tendo vencido duas delas, em 1996/1997 e 1999/2000. Para além disso, obteve classificações tranquilas na Premier League. No entanto, a glória foi efémera. Em Junho de 2000, O'Neill partiu rumo a Glasgow para orientar o Celtic e em 2001/2002 o Leicester foi despromovido. No início da época de 2002/2003, os "Foxes" inauguraram o novo estádio. 111 anos depois, o Leicester City abandonou Filbert Street e mudou para o novo Walkers Stadium. Contudo, os maiores de Inglaterra não pisariam aquele relvado naquela temporada, fruto da descida de divisão. Mas, jogar na naquela altura denominada Division One não era o maior problema do Leicester. Em Outubro de 2002, o emblema de East Midlands entrou em insolvência com dívidas de 30 milhões de libras. Foi então que um dos filhos da cidade e do clube entrou em acção. Gary Lineker, nascido e criado em Leicester, liderou um consórcio que salvou o clube da falência. Por isso, Gary Lineker, que já era conhecido por ser o "filho preferido de Leicester", ganhou o estatuto de vice-presidente honorário.

Rui Costa acena ao público no final do jogo entre o Vitória de Setúbal e o Benfica, o último jogo na

Rui Costa, "O Maestro". A história e os sonhos de um benfiquista desde o berço

Portugal também teve o seu maestro. Alinharam-se, pois, os astros a 29 de março de 1972 para deitar ao mundo Rui Manuel César Costa, ou, no mundo do futebol, simplesmente Rui Costa. Natural de Lisboa e benfiquista desde o berço, Rui tinha, como qualquer criança, o sonho de representar a equipa do seu coração. O talento, desde cedo, começou a ficar visível e daí a um treino de captações organizado pelo Sport Lisboa e Benfica, na antiga Luz, foi um tiro. Treino que, segundo o próprio, "era mais um foco de divertimento aos filhos dos sócios", como era o seu caso.

A despedia de Xavi do FC Barcelona

Estamos à tua espera, Xavi!

Xavier Hernández Creus, ou simplesmente Xavi. Simples era também o seu futebol e, segundo o "pai" Cruyff, jogar futebol simples era a coisa mais difícil que havia. Filho da Catalunha e criado em La Masia, Xavi é sinónimo de Barcelona. Por 793 vezes representou não só o clube, um dos maiores do mundo, mas também toda uma região, orgulhosa e senhora de si e da sua história. Se o Barcelona é " Més Que Un Club", Xavi foi seguramente muito mais que um jogador. Líder no balneário, capitão sem braçadeira no relvado (excepto na última temporada no clube, quando passou a capitão principal após a saída de Carles Puyol), suou, honrou e prestigiou a camisola "blaugrana", tal como muitos outros grandes jogadores na grandiosa história do clube.

Plantel da Seleccao Nacional de Futebol de 2000

A estratosférica Seleção Nacional de 2000

Não bateu, a nível de resultados, a Seleção de 2016, que venceu o Europeu em França, nem a Seleção de 2004, que em solo luso foi à final, mas foi, para muitos, a mais eloquente e sedutora. E, como se diz muitas vezes, se o futebol fosse régua e esquadro provavelmente seria a que mais direito teria a ser feliz. Falamos da Seleção que disputou o Euro 2000, a última grande competição de Seleções do anterior milénio. Dela constavam os portistas Vítor Baía, Jorge Costa, Capucho e Secretário, os leões Rui Jorge, Beto e Luís Vidigal, um quarteto de luxo que jogava na Série A Italiana, na altura a Liga mais badalada, composto por Paulo Sousa (Parma), Rui Costa (Fiorentina), Fernando Couto e Sérgio Conceição (ambos da Lazio), a armada que jogava em Espanha composta por Sá Pinto - Real Sociedad, Paulo Bento - Oviedo, Pauleta - Deportivo - e a estrela maior da companhia Luís Figo, que representava ainda o Barcelona, Dimas (que jogava na Bélgica, no Standard Liège), Abel Xavier, do Everton, Costinha (que representava o Mónaco), os guardiões Quim e Pedro Espinha (que militavam os eternos rivais do Minho, respetivamente SC Braga e Vitória SC), Nuno Gomes, que representava o Benfica, e ainda o específico caso de João Vieira Pinto, que acabara de ser dispensado sem contemplações das águias, em mais um dos episódios grotescos da era Vale e Azevedo.

Estádio do Olympiacos

Futebol grego: a debacle de um Estado sem lei

O futebol grego há muito que se tornou uma espécie de Estado sem lei. De lá, exceção feita aos desempenhos dos treinadores portugueses (são muitos os que têm passado, com Fernando Santos, nesta matéria, a "abrir as portas" aos seus compatriotas), só chegam notícias de violência entre adeptos, jogos a concluir antes do tempo, motins nas bancadas que extravasam por vezes ao relvado, entre tantos outros episódios, no mínimo, rocambolescos. Na lista de incidentes, está o famoso ataque ao antigo líder do Conselho de Arbitragem Giorgos Bikas, que viu a sua casa de férias consumida pelas chamas devido a mão criminosa, algo que levou à suspensão das competições domésticas e posterior intervenção da FIFA, que acabou por criar uma espécie de Troika da arbitragem, assumida pelo português e ex-líder do Conselho de Arbitragem Vítor Pereira, em 2017, cargo que mantém até hoje.