Fora de horas

Fora de horas

Desta vez vim para Lisboa no Miguel Torga e, como na última ida e volta viera no Alexandre O"Neill e me fora embora no Aquilino Ribeiro, achei que a TAP tinha arranjo com a Biblioteca Nacional - já há várias décadas saída do Chiado e posta perto do aeroporto - para celebrar a literatura portuguesa mas o regresso a Bruxelas fez-me perceber que o arranjo, largo e fundo, alcançava muito mais do que as belas letras. Quem nos devolveu à cidade onde vivemos agora e onde vive o Rei dos belgas (não há Rei da Bélgica porque, na realidade, não há Bélgica: há valões e flamengos às turras uns com os outros e uma pitada de alemães, literalmente encostados à mãe-pátria para o que der e vier) foi o Eusébio, santa pessoa com muito melhor feitio que algum dos três escribas lembrados acima e, no seu ofício ou arte, pelo menos tão bom quanto qualquer deles na sua. (Conheci-os quase todos; escapou-me o otorrino de Coimbra).