A estratosférica Seleção Nacional de 2000

Não bateu, a nível de resultados, a Seleção de 2016, que venceu o Europeu em França, nem a Seleção de 2004, que em solo luso foi à final, mas foi, para muitos, a mais eloquente e sedutora. E, como se diz muitas vezes, se o futebol fosse régua e esquadro provavelmente seria a que mais direito teria a ser feliz. Falamos da Seleção que disputou o Euro 2000, a última grande competição de Seleções do anterior milénio. Dela constavam os portistas Vítor Baía, Jorge Costa, Capucho e Secretário, os leões Rui Jorge, Beto e Luís Vidigal, um quarteto de luxo que jogava na Série A Italiana, na altura a Liga mais badalada, composto por Paulo Sousa (Parma), Rui Costa (Fiorentina), Fernando Couto e Sérgio Conceição (ambos da Lazio), a armada que jogava em Espanha composta por Sá Pinto - Real Sociedad, Paulo Bento - Oviedo, Pauleta - Deportivo - e a estrela maior da companhia Luís Figo, que representava ainda o Barcelona, Dimas (que jogava na Bélgica, no Standard Liège), Abel Xavier, do Everton, Costinha (que representava o Mónaco), os guardiões Quim e Pedro Espinha (que militavam os eternos rivais do Minho, respetivamente SC Braga e Vitória SC), Nuno Gomes, que representava o Benfica, e ainda o específico caso de João Vieira Pinto, que acabara de ser dispensado sem contemplações das águias, em mais um dos episódios grotescos da era Vale e Azevedo.