"Não podemos ficar reféns de consensos no aeroporto"

"Não podemos ficar reféns de consensos no aeroporto"

Na semana em que lançou sobre a mesa a escolha estratégica para o futuro aeroporto, o bastonário da Ordem dos Engenheiros explica as razões para não querer uma solução dual e alerta que no cenário de Santarém a infraestrutura é muito afastada da centralidade de Lisboa. Seja na ferrovia, nas pontes sobre o Douro ou noutras grandes obras, defende que o país tem de avançar mais e perder menos tempo a debater. Fernando de Almeida Santos alerta, ainda, para a falta de mão de obra no setor, incluindo qualificada, e diz que essa escassez de recursos poderá pôr em causa os fundos estruturais e o desenvolvimento do país.

"A política das contas certas tem impacto positivo na vida das famílias"

"A política das contas certas tem impacto positivo na vida das famílias"

Herdou um Orçamento do Estado desenhado pelo antecessor, João Leão, e terá em outubro a primeira grande prova de fogo. Pelo meio enfrentou a tempestade Sérgio Figueiredo, mas resistiu a quem lhe exigia a demissão. Sem se comprometer com datas para apresentar o pacote de apoio às empresas, Fernando Medina é igualmente defensivo quanto à preparação do Orçamento do Estado. Em entrevista a partir de Praga, onde participou na reunião de ministros das Finanças da União Europeia, sublinha não haver ainda aumentos definidos para a Função Pública, promete manter uma política de contas certas e admite ter no controlo da despesa uma das prioridades do mandato: "Temos de melhorar os nossos padrões de organização e de gastos".

Rosário Alves, diretora da Forestis - Associação Florestal de Portugal

Incêndios: "Nos últimos anos estamos a correr atrás do prejuízo"

Engenheira florestal formada na Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, dedicou toda a sua vida profissional à associação que hoje representa cerca de 18 mil proprietários florestais. A portuense Rosário Alves, diretora executiva da Forestis, reconhece melhorias em algumas políticas públicas e sobretudo nos meios de combate aos incêndios, mas aponta vários problemas estruturais que vão ficando adiados a cada calamidade causada pelo fogo.

Dulce Rocha

"As pessoas não sentem a denúncia como uma obrigação"

A morte violenta de Jéssica chocou o país, colocando no centro do debate a proteção a crianças em risco. Dulce Rocha, magistrada jubilada com uma vida dedicada aos direitos dos menores, sublinha a falta de envolvimento da sociedade a reportar situações de risco e admite falta de estabilidade e de recursos das comissões de proteção para lidar com o fenómeno. Considera ainda que a definição de um plano, replicando a metodologia seguida na violência doméstica, daria frutos na defesa das crianças.