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Especialista da ONU pede fim da marginalização LGBT em Moçambique

Um especialista independente das Nações Unidas defendeu hoje ações urgentes do Governo moçambicano para acabar com a marginalização de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). "O Governo precisa urgentemente de mudar a sua política para acabar com a marginalização e garantir inclusão social plena", lê-se num comunicado final da visita de oito dias de Victor Madrigal-Borloz a Moçambique. O especialista referiu que o tecido social do país "protege as pessoas LGBT de manifestações extremas de violência física", mas "o outro lado da moeda é que esse pacto social tem um preço que pode ser descrito como cativeiro emocional". "Parece que existe um acordo social tácito para não atacar pessoas homossexuais, lésbicas, bissexuais ou de género diverso, desde que elas escondam a sua verdadeira natureza", sublinhou.  Um arranjo "conveniente para alguns setores da sociedade", mas que "não é aceitável sob a lei internacional de direitos humanos e não é do melhor interesse da sociedade". Victor Madrigal-Borloz destacou ainda o papel da Lambda, organização LGBT de Moçambique. "Estou convicto de que, através do seu trabalho, a Lambda já salvou muitas vidas e promoveu a causa dos direitos humanos. Todos os moçambicanos e o Estado têm uma grande dívida de gratidão para com esta organização extraordinária ", concluiu. Madrigal-Borloz é especialista independente da ONU em matéria de proteção contra a violência e discriminação baseada na orientação sexual e identidade de género.