Algarve

Especialistas estudam desaparecimento de cavalos-marinhos na Ria Formosa

Cerca de 50 cientistas de 14 países vão estar reunidos, até quinta-feira, na Universidade do Algarve, num simpósio internacional sobre cavalos-marinhos, uma espécie em vias de extinção.

A espécie, que é protegida, já teve a sua maior população mundial na Ria Formosa. No entanto, nos últimos dez anos, o número de cavalos-marinhos desceu drasticamente.

Para perceber as razões do desaparecimento, os investigadores da Universidade do Algarve estudam há quase três anos o que se está a passar com os cavalos-marinhos da Ria Formosa.

Há dez anos, um estudo revelou que esta ria era o local do mundo com maior densidade de populações de cavalos-marinhos, cerca de dois milhões. Uma década depois, esse número desceu 94 por cento.

Os biólogos marinhos acreditam que para este decréscimo têm contribuído várias causas, nomeadamente a ação humana, mas também, por exemplo, a diminuição de plantas marinhas no fundo da ria.

No Centro de Ciências do Mar da Universidadedo Algarve faz-se reprodução em cativeiro de cavalos-marinhos, para conhecer melhor uma espécie protegida que ainda guarda segredos e tem algumas particularidades.

Nos cavalos marinhos é o macho que fecunda os ovos, mas os investigadores acreditam que é também um animal com único parceiro e isso poderá ter impacto sobre a reprodução da espécie.

O projecto para estudar os cavalos-marinhos vai até final de 2014 para tentar perceber como conservar esta espécie marinha.

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