Eucalipto ocupa mais de um quarto da floresta portuguesa

O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) quis classificar o eucalipto como espécie invasora, ou seja, como uma árvore que põe em risco o equilíbrio ecológico, mas há cerca de um mês e sem revelar os motivos optou por abandonar a proposta. Os eucaliptos são, no entanto, uma espécie que pode rapidamente ser consumida pelo fogo.

O eucalipto é uma espécie rapidamente consumida pelo fogo e de acordo com dados oficiais, é actualmente a árvore mais presente em todo o país, ocupando mais de um quarto da floresta nacional.

Uma proposta de decreto-lei do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a que a TSF teve acesso, propunha recentemente a classificação do eucalipto como espécie invasora ou com risco ecológico, impondo uma série de restrições ao seu uso.

Fonte oficial do ICNB confirma a proposta, mas garante, sem adiantar qualquer justificação, que a ideia já foi abandonada.

Segundo um estudo feito, a pedido da Autoridade Florestal Nacional, pela Liga para a Protecção da Natureza indica que 26 por cento da floresta portuguesa é ocupada por eucaliptos.

Uma árvore cada vez mais presente em Portugal, mas originária da Austrália.

Na última década, os terrenos ocupados por eucaliptos (830 mil hectares) ultrapassaram os do pinheiro-bravo e sobreiro.

O coordenador do estudo, feito para a Autoridade Florestal Nacional, Joaquim Sande Silva, considera que a situação é «preocupante e vergonhosa».

O professor da Escola Superior Agrária de Coimbra e ambientalista não conhece mais nenhum país que tenha como principal espécie uma árvore originária «do outro lado do mundo» e que «nada tem a ver com as paisagens, tradições, natureza e ecossistemas locais».

Joaquim Sande Silva defende por isso que o Estado é «conivente» com a expansão do eucalipto.

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