Ambiente

Quinta testa últimas gerações de organismos geneticamente modificados

Uma quinta na Alemanha está a testar as últimas gerações de Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A 200 quilómetros de Berlim, há variedades de plantas que não são aprovadas pela União Europeia, mas que alguns agricultores querem ter.

As últimas gerações de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) estão a ser ensaiados numa quinta de biotecnologia na Alemanha, a 200 quilómetros de Berlim, que está a testar plantas resistentes aos herbicidas e ao mesmo tempo resistentes à seca.

No Leste da Alemanha, esta quinta, a única onde se faz o cultivo experimental deste tipo de produtos, há múltiplas variedades de milho transgénico, não autorizadas pela União Europeia.

Pedro Fevereiro, do Centro de Informação de Biotecnologia (CIB), explicou que esta quinta demonstra a «eficiência desta tecnologia e a capacidade que estas plantas têm em auxiliar os agricultores a produzir melhor».

O CIB levou jornalistas e agricultores a esta "montra viva" dos organismos geneticamente modificados, «uma montra sem biombos, sem histórias dramáticas à volta, sem falsos medos».

«Não estamos a dizer que não existem impactos (qualquer agricultura tem os seus tipos de impactos). O que estamos a dizer é que possível com estes ensaios descobrir quais são as potencialidades das variedades transgénicas e sobretudo descobrir que não são papões», sublinhou Pedro Fevereiro.

Num hectare de terreno, estão variedades de plantas que, apesar de não serem aprovadas para cultivo na UE, são pretendidas por alguns agricultores.

Por exemplo, Gabriela Cruz espera vir a ter nos seus terrenos, em especial, espécies resistentes ao controlo de infestantes.

O agricultor João Grilo frisou as vantagens para o Ambiente da utilização de destes organismos, porque utiliza-se menos pesticidas nas terras, um dos principais argumentos dos defensores das plantas geneticamente modificadas.