prémio camões

Arménio Vieira pensava que era uma «brincadeira»

Arménio Vieira, o poeta cabo-verdiano que foi galardoado com o Prémio Camões deste ano, disse à TSF que recebeu a notícia com espanto, pensando tratar-se de uma «brincadeira».

Arménio Vieira, o primeiro cabo-verdiano a receber o primeiro Prémio Camões, mostrou-se surpreendido e comovido por ter recebido o galardão, acrescentando que quando o informaram pensou que «fosse uma brincadeira».

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«Os poetas normalmente não são muito conhecidos», afirmou, acrescentando que as recebe influências da China aos Estados Unidos.

Entretanto, ouvida pela TSF, Ana Paulo Tavares, especialista em literatura africana, considerou justo este prémio para um autor que inovou nas letras de Cabo Verde, quer na poesia, quer na prosa.

«Acho justíssimo não só por todo o percurso de Arménio Veira que tem um grande papel na literatura moderna» de Cabo Verde, mas também pela «proposta totalmente inovadora» que apresenta, disse a poeta angolana.

Para a também historiadora, já faltava um Prémio Camões para Cabo Verde.

Também ouvido pela TSF, o escritor cabo-verdiano Germano Almeida, um dos maiores poetas do arquipélago, afirmou que quase todas as pessoas de Cabo Verde consideram Arménio Vieira um dos grandes poetas da região.

«A poesia dele é extremamente válida», afirmou, acrescentando que Cabo Verde já tinha direito a ter um Prémio Camões.