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Investigadora portuguesa ganha prémio por trabalho na área da diabetes

Ajudar a reverter a diabetes tipo 2 na fase inicial da doença. É este o objetivo da investigadora portuguesa Joana Gaspar que recebeu, em Bruxelas, o Prémio Europeu da Federação Internacional de Diabetes, no valor de 10 mil euros e que vai ser doado à Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

Joana Gaspar é investigadora na Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal e no Centro de Doenças Crónicas da Universidade Nova de Lisboa.

O trabalho dela é tentar perceber como é que, depois de uma refeição, o organismo aumenta a sensibilidade à insulina: «Após uma refeição, grande parte da insulina é metabolizada pelo fígado.

A partir deste processo, podem ser produzidas novas moléculas que, juntamente com a insulina, vão atuar ao nível de outros órgãos, aumentando a sensibilidade à insulina e reduzindo a glucose».

O objetivo da equipa de investigação é travar a progressão da doença numa fase inicial, na fase pré-diabetes, na qual a doença, explica a cientista, «pode ainda ser reversível».

Esta é uma doença silenciosa, por isso ficam os conselhos da investigadora: tenha um estilo de vida saudável e mantenha a vigilância, fazendo testes regulares, sobretudo se tiver excesso de peso e uma vida sedentária.

Os números dizem que 10% a 12% da população portuguesa sofre de diabetes e metade nem sabe disso.

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