Vida

Criança de 5 anos ficou sem almoço por atraso na mensalidade

Numa escola básica em Loulé, no Algarve, uma criança de 5 anos ficou sem comer vendo os colegas a almoçar, tudo porque a família tinha em atraso a mensalidade de 30 euros.

Na Internet, há já uma petição a exigir o afastamento da diretora do agrupamento de escolas Dr.ª Laura Ayres, em Loulé.

Os signatários da petição querem que Conceição Bernardes, a directora do agrupamento Dr.ª Laura Ayres seja despedida por justa causa por maus tratos a crianças. Para os signatários do documento proibir crianças de almoçar na escola por falta de pagamento da mensalidade de alimentação é «um ato de violência psicológica», podendo mesmo ser encarado como tortura às crianças em causa.

Na petição pode ler-se ainda que qualquer outra solução, inclusive a de impedir as crianças de entrar na escola, teria sido melhor do que impedi-las de almoçar e obrigando-as a ficarem sentadas ao lado dos colegas enquanto comem. Um dos casos ocorreu na escola EB número 2 de Quarteira e foi denunciado pelo jornal Correio da Manhã.

A mãe de uma menina de cinco anos, que foi impedida de almoçar conta que a criança ficou sentada sem refeição ao lado dos colegas enquanto almoçavam. Sob anonimato outros pais, citados pelo jornal, dizem mesmo que uma das funcionárias foi impedida pela direção da escola de pagar do seu próprio bolso a refeição da criança.

Os pais ouvidos pelo jornal acusam a escola de ter agido de má-fé e de ter exercido violência psicológica sobre a criança. Mas a diretora do agrupamento de escolas de Loulé justifica a decisão dizendo que todos os encarregados de educação tinham sido informados das medidas que seriam aplicadas caso não regularizassem as dívidas até dia 9 de outubro.

Conceição Bernardes acrescenta que, os pais dos alunos «podiam ter pedido a renegociação dos valores e até dos escalões». Alguns, acusa a diretora, «foram negligentes e não o fizeram».

O Correio da Manhã adianta na edição online que além do caso desta menina de cinco anos, mais alunos foram impedidos de almoçar nesse dia em outras escolas do agrupamento e pelo mesmo motivo.

O Ministério da Educação já pediu informações e garante que vai averiguar este caso.

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