Margem Sul

Falsa banqueira enganou centenas de pessoas em Almada

Centenas de pessoas terão sido lesadas num esquema financeiro idêntico à Dona Branca. Em Almada, funcionava uma agência de depósitos e empréstimos. A falsa banqueira prometia facilidades a quem os bancos rejeitam crédito.

O JN chama-lhe uma espécie de Dona Branca da margem sul do Tejo, geria o suposto negócio a partir do «Espaço 12» das galerias comerciais do Centro Comercial Sommer em Almada, onde actuava a partir da alegada empresa A. Caetano e Silva.

A mulher recebia dinheiro de clientes, prometendo juros altos e exigindo várias centenas de euros para a abertura de um processo.

De acordo com algumas vítimas, entre 300 a 950 euros, era o valor exigido pela suposta banqueira para em troca poder emprestar qualquer quantia, mas os empréstimos nunca se concretizaram.

Alguns clientes temem agora que sejam accionadas a qualquer momento as letras em branco que colocaram nas mãos da alegada benfeitora.

As queixas começaram a surgir perante as autoridades e a empresa aguarda julgamento em quatro processos em que é acusada pelos crimes de burla e falsificação de documentos, além de dezenas de queixas contra a alegada banqueira que contará com dezenas de angariadores de clientes por todo o país.

O jornal fala em centenas de vítimas, pessoas que se sentem lesadas por este esquema de alegada agência de depósitos e empréstimos e que têm procurado reaver o dinheiro sem sucesso.

Os escritórios têm estado fechados e a polícia desconhece até agora qual o paradeiro desta mulher.