Garcia Marquez espiado pelo FBI durante 24 anos

A informação consta de documentos que foram tornados públicos e aos quais o jornal Washington Post teve acesso.

São 133 páginas que dão conta que, durante 24 anos, o Nobel da literatura foi investigado pelo FBI mesmo quando já era conhecido como escritor a nível global.

A notícia é dada pelo jornal Washington Post que teve acesso aos documentos. O jornal conta que a vigilância a Garcia Marquez começou quando este chegou a Nova Iorque para trabalhar para a agência cubana de notícias.

Com o passar do tempo, o escritor colombiano ficou mais próximo e amigo de Fidel Castro. No entanto, escreve o Washington Post, pela leitura dos documentos não ficam claras as motivações do FBI para investigar o escritor. Sabe-se apenas que foi J. Edgar Hoover, diretor do FBI naquela altura, que deu a ordem para ser avisado sempre que Garcia Marquez entrasse nos Estados Unidos.

A informação de que o escritor tinha sido espiado surpreendeu a família do Nobel da literatura. Rodrigo Garcia, filho de Garcia Marquez, cineasta em Los Angeles, não fazia ideia desse facto, mas reconhece que seria estranho se não o tivessem feito, tendo em conta que o pai foi aos Estados Unidos para abrir uma agência cubana de notícias.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de